Um paradoxo inexorável – desentendendo as organizações

Basicamente toda organização social que conhecemos hoje é baseada na presença das pessoas, nos diálogos abertos e na aproximação interpessoal, com a criação de comunidades e organizações físicas.

A construção de núcleos, associações e toda a união que nos trouxe aos grandes centros urbanos em que vivemos parte dessa premissa. Mas muito está mudando, para não dizer tudo. Um paradoxo inexorável esta aí, nas ruas e nas redes. Uma frase complicada que não explica um momento igualmente complicado em um texto que não foi feito para ser entendido, mas sentido (ou sem sentido). Vivemos dias em que discutimos todos os dias sobre como as novas tecnologias inovaram a comunicação a limites que até há pouco nem imaginávamos de maneiras que causam impactos muito além do simples fazer se entender.

Não se decepcionaria aquele que afirmasse ser esta a transformação de meios e costumes mais rápida de todos os tempos. São mudanças que afetam a convivência e reações básicas, que mexem profundamente com a organização social, as relações (passionais e comerciais) e o modus operandi das coisas e pessoas. Afinal… sim: as coisas tomaram vida com a tal da internet das coisas, com a inteligência artificial e com a invenção de scripts inconcebíveis.

Governos, municípios e associações comunitárias apontam como tendência o uso das novas tecnologias de comunicação em seu relacionamento com as cidades: pela praticidade, pela agilidade, pela comodidade. Mais ainda dependem da maneira pessoal de se relacionar para manter suas bases fortes. Requerem aproximação física das pessoas e participação direta. Comunidades online surgem aos montes, em grupos no facebook, whatsapp, fóruns de discussão e toda sorte de novas plataformas.

Porém, a substituição da relação pessoal e as bases de confiança que esta mudança de postura exige ainda passam longe do dia a dia da sociedade. Os Fake News só crescem, a compra de seguidores também. Os objetivos se renovam dia após dia e novos projetos ganham força e tornam-se natimortos em 24 horas. Hoje reorganizamos nosso tempo e pauta de discussões a todo tempo, seja por causa de uma atualização dos aplicativos ou páginas de notícias, seja pelo novo abaixo-assinado ou aquele meme que viralizou.

Sobre essas coisas, podemos todos pensar diferente, mas precisamos concordar em algo para que o futuro seja bom para todos: é preciso que saibamos pensar para onde estamos indo e não apenas seguir clicando para ver o que é.

Afinal, o mundo não para, ele gira minuto a minuto.

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