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Outubro Rosa. E aí?

Outubro está as portas. A partir de seu primeiro dia, com certeza e cada vez mais, seremos impactados com apelos na cor rosa.

É o chamado “Outubro Rosa” que surgiu na década de 1990. É o mês em que empresas, governos e outras instituições realizam ações lembrando a importância da prevenção contra o câncer de mama.

O mundo inteiro acordou para um mal que tem como alvo a mulher.

As luzes das cidades, praticamente todas, começam a refletir a cor do mês. As ruas, a Internet e os demais meios de comunicação são devidamente utilizados para a conscientização de algo extremamente importante para o universo feminino: a prevenção contra o câncer de mama.

Aqui na Artcom não é diferente. Além dos spots da fachada na cor rosa, sempre alertamos nosso público para os cuidados necessários através de uma ação criativa. Nossos clientes também se envolvem com ações de alerta às mulheres.

Dando uma volta pela Internet podemos conferir campanhas com forte potencial para prêmios e até premiadas sobre o tema.

Em anos anteriores, grafites espalhados pela cidade de São Paulo que retratam o nu feminino viraram os novos aliados da Liga do Rosa, movimento lançado pelo A.C.Camargo Cancer Center com foco na conscientização sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. Com o conceito criado pela agência JWT, a campanha “Tinta contra o câncer” fez uma “mastectomia” nos desenhos. Uma agência gaúcha que aproveitou o movimento, mostrou um sutiã que tuíta toda vez que aberto, grafites perdendo o seio, histórias de superação, entre outras ações. A agência OgilvyOne de Atenas criou um sutiã, nomeado Tweeting Bra, que envia um tweet toda vez que é aberto. O intuito é incentivar as mulheres a fazer o autoexame de mama. Uma campanha criada pela Y&R do Peru para a “Liga de Lucha Contra el Cáncer” mostra que o câncer consegue arrecadar milhões na ficção, diferentemente do que ocorre na vida real. “The Naked Truth”, da Colenso BBDO de Auckland para a New Zealand Breast Cancer Foundation, mostra o que as mulheres precisam procurar quando fazem o autoexame: mudanças nos seios. Qualquer mudança.

Mas por falar em mudança, nos vem uma curiosidade. Todo este movimento internacional tem provocado reação no público de interesse? Eu, como mulher e alvo deste mal, tenho como rotina os exames e autoexames. Mas, na prática, nossos esforços têm cumprido o papel de forma eficaz? Nossa abordagem tem atingido de forma geral este rico universo? Nossa estrutura pública e privada estão preparadas e dispostas a fazer algo realmente relevante neste combate?

Sei por pesquisas e informações que o quadro tem melhorado sim. Mas sabemos todos que o armamento bélico nesta guerra precisa ser reforçado. Afinal estamos lutando contra um dos piores inimigos da humanidade.

Autor: Marli Lourenço

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