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IMPROVISO: É PRECISO?

Do dicionário Aurélio, Improvisar: dizer ou fazer de repente, sem premeditação ou sem os elementos precisos. Arranjar à pressa. Fingir. Citar falsamente. Fazer improvisos.

Dependendo da área onde é aplicado, improvisar é considerado uma arte fenomenal. Nas artes cênicas e na música são um sinal de genialidade de quem aplica o improviso. Uma escala executada durante um lapso de inspiração em uma apresentação ao vivo, uma fala dita durante uma encenação teatral ou filmagem que encaixe perfeitamente com o momento, o feeling da cena, ficam marcados para sempre como memoráveis. Especialmente as cinematográficas, como a cena em que o replicante Roy Batty vivido pelo genial Rutger Hauer, momentos antes de “morrer”.

Mas, será que o improviso é bem visto em todos os ramos? Às vezes pode até dar certo, mas, em algum momento, poderá trazer problemas futuros e deixar de ser um sinal de genialidade para se tornar apenas uma gambiarra.

Em programação, existe uma brincadeira com isso, que deu origem a duas “formas oficiais” de escrever um código. Uma é o XGH (Extreme Go Horse, ou, Vai Cavalo!) e outra é o POG (Programação Orientada a Gambiarra), ambas  com o mesmo intuito: fazer a aplicação funcionar não importa como. Além de correr o risco de gerar um problema técnico futuramente, o melhor de tudo são as pérolas que estes tipos de recursos trazem à luz. Os mais interessantes que já encontrei por aí em blogs e fóruns de programação (em tradução livre):

exemplo de linha de códigos

//Querido mantenedor

//Assim que você se cansar de tentar “otimizar” esta rotina,

//e entender o terrível erro que cometeu,

//por favor incremente o contador abaixo como um aviso

//para o próximo cara:

//total_de_horas_desperdiçados_aqui = 16

exemplo de linha de códigos

//Quando eu escrevi isso, apenas Deus e eu entendemos o que eu estava fazendo

//Agora, só Deus sabe

exemplo de linha de códigos

//Mágica. Não mexa.

exemplo de linha de códigos

//Eu não tenho certeza por que isto funciona mas resolveu o problema.

exemplo de linha de códigos

//Eu não sou responsável por este código.

//Me fizeram escrever isso, contra minha vontade.

exemplo de linha de códigos

//Eu te darei duas das minhas setenta e duas virgens se você conseguir consertar isso.

Estas são apenas algumas das imensas pérolas que se encontra por aí. Além dos problemas com segurança do código, manutenção futura do código… Por isso, sempre que quiser fazer algum trabalho que exija ao menos uma qualidade mínima e um mínimo de profissionalismo, procure alguém habilitado para tal, é necessário perder a cultura do “conheço um cara que faz mais barato”, porque em algum momento o barato vai sair caro.

Autor: Luiz Costa

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